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rené magritte...
E temos dito!
A Equipe A Cor da Letra, do Projeto Mudando a História mandou esta imagem como desejos para o ano que se aproxima...
Começo a ver 2006 como mais uma história...
Entrou por uma porta, saiu pela outra
Quem quiser que conte outra...

É possível também na programação da tv aberta encontrar bons motivos para sorrir o fim do ano. A Band apresentou nos últimos domingos os especiais do chico, sendo apresentado ontem o último desta série (esperamos por mais).
Nada melhor que ouvir, rir com (e não sozinha, mocinhos!), cantar com e ir dormir embalada pela poética do nosso chico. O Chico que é de todos e todas nós o artista, o ativista, o amigo e o homem.
Ontem foi possível conferir duas músicas que me fazem um bem danado, mas que não encontro em lugar algum. Como uma delas (Dueto) já foi postada há pouco aqui, hoje fica essa:
Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu
Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer
"Tatuagem"
Autor: Chico Buarque
"E nos músculos exaustos do teu braço repousar frouxa, murcha, farta, morta de cansaço"
Fim de ano (um dos melhores há muito tempo), astronauta perdido no espaço e eu procurando um espaço prá mim. Tento as compras (chatas, mas necessárias) e ao menos defino o que para quem. Sobra tempo e chove. Nada melhor que cinema (cada vez mais uma paixão incorporada). Mas nem a sétima arte escapa do clima capitalista das datas que se aproximam. Difícil mesmo nos cinemas chamados alternativos (que só não são alternativos ao bolso) encontrar um filme interessante. Muitas salas se rendem ao clima 'férias escolares'. Depois de muito procurar, me interessa um filme israelense chamado "Fogueira" do diretor Joseph Cedar.

O filme, apesar de ter suas tags
Fogueira é uma história de pessoas que não querem encontrar a "tal felicidade" no endereço certo, onde a maioria acredita que ela esteja. Pessoas que se negam a seguir o mapa pronto, preferindo construir o seu próprio mapa com experiências.
Fazer o silêncio cantar...

Composição: Ana Carolina
Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chama meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua
Mas saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
Mas saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua

Finalmente vi "Amor à flor da pele" do Wong Kar Wai.
Incrível como existe um problema de sensibilidade nos profissionais que 'geram' sinopses. Sempre li que se tratava de uma história onde um casal que descobre um caso entre seus 'respectivos compromissados' no laço do matrimônio resolve dar o troco. Nada disso. Na real eles decidem oferecer um ao outro a companhia que os dois, fugitivos, poderiam fazer.
É sublime. Na história. Na fotografia. Enfim, é arte.

imagem:dyst0pia
Que tal um local de trabalho onde, todos os dias, na tão almejada hora de ir embora, você participa de um sorteio inusitado?
A empresa Transbank Segurança e Transporte de Valores promovia um sorteio diário utilizando duas tampinhas, uma verde e a outra vermelha. Se o empregado sorteasse a verde era revistado de cueca, se retirasse a vermelha deveria ficar nu e "dar uma voltinha".
Até que...

Lembro-me de minha pré-adolescência e meu encanto com a música. Nunca tive grande intimidade com as notas musicais, mas as letras...Hmmm...Minha relação com as letras era digna de ser vista como um caso de amor. Primeiro, o flerte, aquele que pintava da primeira vez em que ela passava pelos meus ouvidos. Depois, a experiência de conhecer melhor. E, paro por aqui, porque é sobre esta parte da minha relação com a música que quero falar agora. Para conhecer melhor a música, eu tinha pela frente um trabalho artesanal. Naquele tempo em casa não tínhamos toca-discos(vinil), muito menos cdplayer. Os recursos eram: um gravador antigo e um rádio não menos antigo. A prática? Gravar a música amada do rádio para uma fita (tape) e depois, ouvir e escrever com caneta e papel cada pedacinho da letra. O último ato de amor? Cantar várias vezes a música (para desespero de mamãe)acompanhando o gravador com a letra escrita no papel.
Hoje tudo mudou, menos o meu amor pelas letras de música, como vocês leitores devem ter notado. Mas agora, ao ouvir uma música belíssima, consulto o oráculo (vulgo Google) e rapidamente tenho ela, bela e toda disponível na minha frente, certo?
Talvez...Pois é, talvez.
Na última semana, duas letras de música procuradas no oráculo misteriosamente não foram encontradas: 'Arrivederci' do Moreno Veloso e "Acredite ou Não" do Lenine.
Não sei porque sinto cheiro de dedos fétidos de grandes gravadoras nesta história...
Você já buscou alguma letra que não encontrou no Google?
Estranho, bizarro...

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