Sábado , 10 de Abril de 2004


feriado? consumo? renovação?

 

Estou super aleatória (como diria o dias) a esta Páscoa. Este lance se tornou tão comercial. Tá isso todos sabemos! Mas é q desta vez me atingiu certeiro. Não queria, mas tive que entregar ovos de chocolate à galerinha da CEMEI. Queria mesmo era trabalhar com eles a dissociação da data ao tal chocolate. Não rolou. Decisão da equipe de docentes. É mais prático. Dá menos trabalho. Achei que estávamos lá para trabalhar, mas tudo bem. Daí que esta é uma data de renovação e espero que para mim seja apenas isso mesmo. Não levei chocolate prá casa. Ontem assisti ao filme do massagão, 1,99 - um supermercado que vende palavras e tinha tudo a ver com esta minha ansiedade. Por fim, a própria renovação pode ser um produto!

Escrito por elly guevara às 21h23
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Oficina de Colaboração Metareciclagem

Partilhas...

Há exatamente uma semana trabalhei numa oficina do metareciclagem no Fórum Mundial de Educação no espaço da Casa Macunaíma com o Dalton, a Elo Manesco e a Stela Pesso. Todo o processo mesmo foi assim...

Quarta-feira, 30 de março. Ligo para Felipe Fonseca não me lembro exatamente o porquê, mas ao longo da conversa ff me convida a participar da oficina de colaboração do metareciclagem no sábado, na Casa Macunaíma, dentro do FME. Aceito. Preciso agir dentro do metareciclagem. Existe esta ansiedade.
Sábado, 03 de abril. Eu, Dalton, Glauco, Elo e mais uma galera de Santo André estamos numa van por volta das 9 horas da manhã. O celular do Dalton recebe uma ligação de ff. Ele conta que não estaria no FME hoje. Dalton então se responsabiliza pela palestra da manhã. Eu, meio insegura me responsabilizo pela oficina. Chegada ao anhembi. Eu e Dalton deixamos os aliados e corremos (a pé) para a escola onde se instalou a Casa Macunaíma.
Chegamos e descobrimos que a tal palestra na realidade era uma breve apresentação sobre o projeto e sobre a oficina. Eu e Dalton então falamos ao auditório cheio sobre o metareciclagem e sobre a atividade da tarde que até então seria para crianças do educom e voltamos ao Anhembi.
No stand dos telecentros, onde a galera do agentenarede (agentenarede.org) trabalhava, depois de algum tempo consegui uma vaguinha num micro e depois de vasculhar a net (http://wiki.metareciclagem.com.br, além do extinto http://hipocampo.hipercortex.com) encontrei por meio do www.liganois.com.br um link para  http://wiki.hipercortex.com/ColaboracaoLowTechRoteiro onde estavam as preciosas informações sobre a oficina que ff tinha pensado e realizado em Itapeva junto com o maratimba, com a Patakada e com o Paulo.
O material que eu e Dalton tínhamos recebido de manhã não coincidia exatamente com a idéia. Mas é claro que inovar e aproveitar o que existia não foi problema.
Anotei o necessário. Dalton convidou Elo Manesco e eu convidei Stela Pesso. As três chegaram na escola com 20 minutos de atraso. As pessoas tinham sumido! A Daniela da Casa Macunaíma foi em busca dos interessados que com nossa ausância temporária já eram desinteressados. Alguns minutos e adentram a sala que organizamos às pressas 6 pessoas. Como o público não é o mesmo que o previsto de manhã (nem eram crianças), falei mais uma vez sobre o projeto metareciclagem.
Iniciamos com uma vivência de partilha de informações bem legal. Ao final, havia a percepção de que todos tinham sido tocados pela experiência, mas falar sobre, como ao longo de toda a oficina foi mais difícil.
No lugar de um caderno, oferecemos bloquinhos de papel kraft. Dificilmente estes bloquinhos existiriam sem Elo e Stela, que deram uma tremenda força cortando e grampeando enquanto eu tagarelava.
Se falar era difícil, escrever, desenhar e pintar não foi. Enfim, eles tinham a urgente necessidade de se expressar. E, assim foi fácil demais introduzir os outros elementos como o “mural de debates”, onde tem um livro criado ali, durante a oficina, e emendas de comments.
Apesar de estarmos ali entre comunicadores comunitários, o 'mural de notícias' também não rolou tão fácil. Na conversa que tivemos acerca disto pareceu que as pessoas ali ainda não se viam como produtores de notícias.
Ser um moderador também pareceu ser difícil. Apesar de alguns já terem escolhidos notícias ao colocar a sua na shubox, em determinado momento pude ver um monte de notícias esquecidas na ferramenta de moderação. Tive uma nova conversa sobre a idéia e aí sim eles compreenderam que poderiam escolher notícias para o mural.
Antes da partida conversamos um pouco sobre os murais...sobre as possibilidades de uso daqueles textos e imagens. Alguns comentários sobre o liganóis. Ao final eu e Elo ainda falamos a uma das comunicadoras da casa sobre os projetos do metareciclagem.

Escrito por elly guevara às 21h11
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Quinta-feira , 08 de Abril de 2004


O VERDADEIRO VILÃO

Li no agentenarede um artigo sobre um professor da USP que condena veementemente o uso de computadores por crianças. Achei as justificativas simplismente toscas. Lance de quem não se propôs a buscar uma nova prática possível. Coincidentemente, vou iniciar um trabalho com crianças e computadores lá no ciber social (metareciclagem). Daí, juntando tudo, foi irresistível escrever um comentário.

Para saber o que o toscão disse, o link é :

http://www.agentenarede.org/?q=node/view/80

Abaixo, o meu comentário:

O verdadeiro vilão

Minhas experiências com computadores e crianças não me trazem tanta angústia. E, é bom deixar claro que antes de ser o que denomino "info-educadora", sou uma educadora. Tenho formação específica para o trabalho com crianças de 0 a 7 anos há muito tempo e vejo a educação como a maior meta de minha vida. Diante disso discordo plenamente do citado professor. O real problema não se encontra na máquina, mas na forma como nos relacionamos com as crianças de forma global e da postura daqueles que no caso da informática são chamados de monitores. Passado um tempo de minha atuação com crianças de 0 à 4 anos num colégio em São Paulo, fotografei a atuação destas no computador e posso garantir que as imagens não correspondem à descrição do professor. O computador contribui muito com o desenvolvimento infantil, desde que o info-educador (não o tradicional monitor) se preocupe em criar um trabalho sério e saiba se relacionar com as crianças e o ambiente como mediador da relação. E, também é assim com o livro...com a imaginação... A informática precisa deixar de ser vista como uma ciência técnica, exata. A informática lida com informação e as consequências de um trabalho nesta área pode resultar em trabalhos de colaboração, de desenvolvimento e muito mais. Se tudo o que o monitor tem para mostrar de uma ferramenta com tantas possibilidades como o computador é o "game", ou o software 'educativo' (?) criado por um programador de olho no mercado que teve o auxílio de algum diplomado em pedagogia, a experiência é inválida. Mas isso acontece diante de qualquer material que adentra o ambiente educativo. A falha aí, em termos reais, revisita o primitivo problema da educação brasileira: a formação do educador, esteja ele atuando com livros ou com computadores.

Escrito por elly guevara às 14h24
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